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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

A velha corista

João da Mata / Fernando Farinha
Repertório de Fernando Farinha

Aninhas tem paciência, é um jeito que fazes
Eu não tenho outra mesa onde possa atendê-los
São dois velhos jarretas que se julgam rapazes
Mas são fragueses bons e não convem perdê-los


E a Aninhas resignada afastou-se descreta
Lançando todavia o seu cansado olhar
P'la turba jovial, dinãmica e secreta
Que enchia de alvoroço o elegente bar

E logo aquela mesa acolheu sem entraves
Álem de bom champagne e taças de cristal
Duas mulheres gentis e dois sujeitos graves
Dispostos ao clamor de louca saturnal

Entretanto na rua entregue aos próprios passos
Aninhas recordava o seu esplandor perdido
A alegria no rosto, as pulseiras nos braços
A casa mobilada e o camarim florido

Lembrou que fôra outrora a corista afamada
Que acendeu o clarão de tantas paixões cegas
E que hoje velha e triste, era enfim convidada
A ceder sua mesa às modernas colegas

E por elas maldisse a ingrata profissão
Que as leva inglóriamente ao destino mais reles
Queimando a mocidade atrás duma ilusão
Mais breve do que o fulgor dum casaco de peles

Aninhas... eras nova não pensaste
À luxuria te entregaste sem prever os resultados
Não viste de que lado estava o mal
Levaste a vida em carnaval e terminaste em finados