- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.552.800 VISITAS < > AGOSTO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fado mortalha - Max

Gravado com o título *duas mortalhas*
Linhares Barbosa / Armando Machado
Repertório de Max

Foi na Travessa da Palha
Que um petiz de olhar bizarro
Com outros da sua igualha
Me pediu uma mortalha
Para fazer um cigarro

Acedi naturalmente / Eu sou assim quando calha
Não é coisa deprimente /A um migalho de gente

Dar a gente uma migalha

Por tal mortalha ter dado / Um amigo censurou-me
Respondi-lhe revoltado / Também a fome é pecado

E há muita gente com fome

E o petiz de olhar bizarro / Disse-me adeus, obrigado
Distraído com o cigarro / Não viu que passava um carro

E foi por ele esmagado

E na Travessa da Palha / O garotito morreu
Foi p’rá vala da canalha / Mas levou outra mortalha

Novinha, que lhe dei eu

Desde então, sempre que fumo / Nas fumaças do espaço
Vejo o garoto no fumo / A pôr luto não costumo

Mas puz um fumo no braço