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Por morrer uma andorinha *versículo*

João da Mata / Frederico de Brito / Alfredo Duarte *menor-versículo*
Adaptação de Judite Leal
Repertório de Carlos do Carmo

Se deixaste de ser minha... minha dor
Não deixei de ser quem era... e tudo é novo
Por morrer uma andorinha... sem amor
Não acaba a primavera... diz o povo


Como vês, não estou mudado... felizmente
E nem sequer descontente... ou derrotado
Conservo o mesmo presente... do passado
E guardo o mesmo passado... bem present

Eu já estava habituado... a este fado
A que não fosses sincera... em teu amor
Por isso, não fico à espera... do sabor
Duma ilusão que eu não tinha... e nem renovo
Se deixaste de ser minha... minha dor

Não deixei de ser quem era... e tudo é novo


Vivo a vida como dantes... a cantar
Não tenho menos nem mais... do que já tinha
Os dias passam iguais... p’ra não voltar
Aos dias que vão distantes... de seres minha

Horas minutos instantes... desta vida
Seguem a ordem austera... com rigor
Ninguém se agarra à quimera... sem valor
Do que o destino encaminha... e não é novo
Por morrer uma andorinha... sem amor

Não acaba a primavera... diz o povo