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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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O Justino da Tipóia

Carlos Conde / Fernando Freitas *fado pena*
Repertório de Fernando Maurício

Eu não sei se vocês se lembram dele
Chamavam-lhe o Justino da Tipóia
Era o maior amigo, o mais fiel
Do fado, da boémia, e da rambóia

Tinha orgulho nas cartas na jaleca
No boné à fadista e lenço à faia
Fazia praça ali na Horta Seca
E morava na Rua da Atalaia

Sabia a vida íntima amorosa
Dos faias, bailarinas, fidalguia
Mas numa directriz imperiosa
Não contava a ninguém o que sabia

Morreu, pobre Justino, a quem o fado
Deve laivos de vida e de fulgor
As rédeas, deu-as ele, ao Zé Corado
E as guizeiras ao Bento Alquilador