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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Amélinha do Bolhão

Manuel de Carvalho / José Duarte Seixal *fado seixal*
Repertório de António Passos   

No mercado do Bolhão
Ouve chinfrim certo dia
Onde o pacato João
Lembrou-se de por a mão
Num sitio que não devia

Amélinha não gostou / Que a filha fosse lesada
Dizem que esta corou
Porque no fundo gostou  / Daquela mão descarada

De rogada não se faz / E ali com a mãe presente
Prega um beijo no rapaz
Que a tremer só foi capaz / De fazer rir toda a gente

Amélinha revoltada / Com tanta descaração
Prega à filha uma estalada
E logo duma assentada  / Prega outra no João

Casaram, têm de seu / No Bolhão uma tendinha
O povo há muito esqueceu
Quando o mercado tremeu / Com os berros da Amélinha