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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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<> 6.360 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Fado nosso - Tributos

Homenagem aos vultos do nosso fado
Por: António Torre da Guia


Mestre Alfredo era a cantar / A matriz da oração
Que à alma ia buscar / Pró corpo, consolação

Na zonza telefonia / Minha avó e a vizinha
Choravam de nostalgia / Quando ouviam o Farinha

Dava, Fernanda Maria / Ao Pintadinho tal jeito
Que a rima até parecia / Um rouxinol perfeito

Toni de Matos, total / Prós amantes sem esperança
Foi a voz de um vendaval / A transformar-se em bonança

Maurício, à dor do verso / Como o sol que se levanta
Abria-lhe o universo / Ao soltá-la da garganta

Amália, em todos nós / Fazia a alma acender
Com a saudade na voz / A queimar-nos de prazer

Carlos do Carmo, marfim / Do velho anuncia ao povo
Que o fado chegando ao fim / Começa sempre de novo

Argentina, prata pura / Santos, altar que se abre
Sobe o fado a grande altura / Até parece milagre

Quem o ouvisse cantar / O Bailinho da Madeira
Não podia imaginar / O Max sem brincadeira

Qual marialva outrora / Pelo "Fado Português"
O Nuno parece agora / O Vimioso outra vez

Lucília, brisa suave / Do castiço genuíno
Que embalava a saudade / Com o Carmo do destino

Beatriz da Conceição / Fado a fado se ilumina
E ouvi-la ao vivo, então / A emoção é divina

Dulce Pontes, alvorada / Da lusitana paixão
Cada vez mais semeada / Nas searas da ilusão

De menino na levada / Camané, fado de mais
Entre os amigos sem fada / Que ao vento cantam seus ais

Do Nuno, que hei-de dizer / Grato pelo que lhe devo?
Da meada em fado-ser / Foi a ponta do que escrevo

Esta Maria tripeira / Tinha tanta, tanta Fé
Que ao Tejo logrou maré / Pró rabelo da Ribeira

Rodrigo da voz do mar / Trouxe o benquisto lamento
Para em fado consolar / As fainas do sentimento