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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.350 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Asas no tempo

Carlos Escobar / Carlos Barra
Repertório de João Tenreiro

Cabeça de vento, sem asas no tempo
Vem cá velha amiga
Que em tem tempo de mágoa me deste o teu braço
Seguiste o teu rumo, laranja sem sumo
O vento voando e o teu corpo vergando á lei do cansaço

Quiseste dar vida à vida perdida
E a vida deixou-te
Deu corda, enforcou-te na corda da vida
Dançaste, dançaste, rodaste, rodaste
Pião a rodar, a girar a girar numa luta vencida

És trigo maduro que só deu pão duro
Seara cortada em manhã de geada, raiz a secar
Perdoa a descrença e o preto da tinta
Mas estava cá dentro e a raiva que sinto não deixa que minta

Vem cá velha amiga um ombro um abraço
Descansa-se se queres
E quando quiseres acerta o teu passo
A vida sem vida foi vida vendida
Mas és força viva, não deixes que a vida te faça palhaço

Adeus velha amiga, amante perdida
Amante amores, de poucos valores e travo na boca
A cama é só minha, a casa é tão fria
Eu tenho o que tenho, tu tens o que tinhas
A noite vazia