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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Chinelas da Mouraria

Linhares Barbosa / Santos Moreira 
Versão do repertório de Carlos Ramos 
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Muitas vezes se ouve esta colorida e viva letra nas casas de fado o que muitos não saberão 
é ter sido escrita, em 1955, para Amália Rodrigues, que nunca o gravou, subsistindo 
dúvidas sobre se alguma vez a terá cantado.
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*

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Chinelas da Mouraria / Não há vida como a delas 
Baquetas em harmonia / Tamborilando as vielas 

Felizes ou malfadadas / Podem ser p'la vida fora 
Porque elas marcam, coitadas 
Os passos que uma mulher / Dá na vida, hora a hora 

Vão atrás da procissão 
Têm o rufar dos tambores / Solenes pelo caminho 
Sentem que ao pisar o chão 
Pisam as humildes flores / De alfazema e rosmaninho 
É vê-las nos bailaricos 
Estalinhos de Santo António / Não fazem mais algazarra 
São como dois mafarricos 
Nos pézinhos dum demónio / Que no amor se desgarra 

Conta-se que certa vez / Numa castiça toirada 
Uma chinela atrirada / Feriu a cara do Marquês 

Desde então, desde essa era / Com verdade ou fantasia 
A chinela da Severa / Entrou na história do fado 
Do fado da Mouraria


Do original desta letra, dactilografado e assinado por Linhares Barbosa, constam, no refrão
os versos «É vê-las num bailarico», rimando irregularmente com «São como dois demonicos». 

Hoje em dia ouve-se, quanto a nós mais correctamente, «É vê-las nos bailaricos»
rimando com «São como dois mafarricos». 

Suspeita-se de que tenha sido o próprio autor a fazer posteriormente esta rectificação
dado ter sido contemporâneo e convivido de perto, pelo menos, com dois dos
primeiros intérpretes a gravar esta peça: Filipe Duarte e Carlos Ramos.