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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ FEVEREIRO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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BARRA DE PESQUISA

Nada é pobre quando é povo

Vasco Lima Couto / António Chaínho
Repertório de Rodrigo


O fado antigamente era o recado
Das vielas sangrentas de Lisboa;
E o protesto do amor desanimado
Conto livre dos olhos sem passado
Em mil versos que o tempo não perdoa

Nas tavernas do rio, em noite suja
Onde as praias da voz não se encontravam
As guitarras falavam da cidade
Nos versos desse vinho, onde a saudade
Cantava a maldição dos que choravam

Depois, amordaçado, foi o cais
A adormecer os ricos deste mar
Que pagavam o fado com o seu nome
E fingiam não ver a cor da fome
Em gerações sem tempo e sem lugar

Mas foram os poemas desse longe
Que ultrapassei porque hoje me renovo
O tempo aberto e livre da canção
Do meu país, chegado ao coração
Que eu entrego feliz à voz do povo