- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.572.800 VISITAS < > SETEMBRO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As vozes do silêncio

Maria Manuel Cid / Casimiro Ramos *fado Alberto c/arranjos de José Cid*
Repertório de Maria Veneno


Nos salgueirais do Tejo, meu corpo adormeceu
Vestido com as sombras, em noites de luar
Na cama de folhagem, amor aconteceu
E as vozes do silêncio, passaram devagar

Vieram as estrelas, beijar enternecidas
Meu peito desnudado, liberto de silícios
As aves descuidadas, voaram divertidas
Levando para o céu, os sonhos e os vícios

Ali naquele instante, deixei de ser criança
Menina navegando, nas ondas do seu berço
A dor do meu cansaço, foi gota de bonança
Levando com as águas, as contas do meu terço

Nos salgueirais do Tejo, bebi a minha seiva
Rasguei a minha terra, quebrei o meu arado
Desfiz com o meu corpo, torrões da sua leiva
E nela o meu desejo, deixei abandonado