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Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

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AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
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ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
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A história do Simão

António Tavares Teles / João Braga
Repertório de João Braga

Num beco da ribeira, junto ao rio 
A chuva miudinha, ancestral
Num restaurante antigo, agora aberto

Camilo escreve um artigo de jornal;
Enquanto aguarda um tipo pró bater
Vai ao Majestic muito queque
O Gomes marca um golo divinal

Fintando o guarda-redes e o beque

E um fadista numa tasca ali ao pé
Canta a história do Simão

Do amor de perdição
Que é aquilo que o Porto é


A Gaia tão inglesa chega o vinho

Rabelo, do Pinhão para o estrangeiro
Pedroto vai ás Antas e a caminho

Saúda D. Afonso, o rei primeiro;
Que em busca de Lisboa, do amor

De uma maometana, passa o Freixo
Enquanto com o Eça, o Ramalho

Come um par de filetes no Aleixo

O Porto de um poema do Eugénio

De Andrade, tão sentido pelo Tê
Do Douro, das barcaças, dos franceses

Da ponte D.Luiz que o Eiffel fez;
Enquanto conversava com o Oliveira

Manuel, não com u mas com um ó
O Benfica perdia no Salgueiros e

E ele filmava o Aniki e o Bobó

Num beco da Ribeira, junto ao rio
A chuva miudinha, ancestral
Num restaurante antigo, agora aberto
Transcrevo este retrato original;
Ditado por Camilo a Ana Plácido
Do fundo do cárcere ignominioso
Com letra dum poeta marginal
E música do Braga ou do Veloso