- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ FEVEREIRO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

BARRA DE PESQUISA

O menino da sua mãe

Fernando Pessoa / João Braga
Repertório de João Braga

No plaino abandonado / Que a morna brisa aquece
De balas trespassado / Duas, de lado a lado
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue / De braços estendidos
Alvo, louro, exangue / Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem, que jovem era / Agora que idade tem?
Filho único, a mãe lhe dera / Um nome e o mantivera
O menino de sua mãe

Caiu-lhe da algibeira / A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe, está inteira / É boa a cigarreira
Ele é que já não serve

De outra algibeira, alada / Ponta a roçar o solo
A brancura embainhada / De um lenço, deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo

Lá longe, em casa, há a prece / Que volte cedo e bem
Malhas que o Império tece / Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe