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Deixem-me ser

Rui Manuel / Manuel Mendes
Repertório de Ricardo Ribeiro
Aqui onde me vês não me conheces
Em vão persistirás num tal intento
Pois raro é ser alguém o que parece
E eu já não sou quem era há pouco tempo

Constante mutação que em nós ocorre
Na qual nos encontramos e perdemos
Ficamos sem saber *quando alguém morre*
Se não seremos nós que então nascemos

Aqui onde me vês eu sou a ponte
Abrindo aos amanhãs, tudo o que seja
E sonho que há p’ra lá do horizonte
O que por não se ter, mais se deseja

Se a vida é um desafio onde envelheço
E ao qual é por inteiro que me dou
Ás vezes, nem eu próprio me conheço
Só peço que me deixem ser quem sou