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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo
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Velha tipóia

António Vilar da Costa / Francisco Carvalhinho
Repertória de Fernanda Maria 

Mouraria que saudade / Das antigas traquitanas
Que deram fama ao Timpanas / E vida e cor à cidade

Junto da velha tipoia / Encostado ao candeeiro
Surgia sempre um pinóia / P’ra gritar ao boleeiro

Aos toiros apronta-me essa boleia
A trote que a praça deve estar cheia
Arranca, nem que arranques a calçada
Ao romper da madrugada
Quero estar em Vila Franca

Quando a malta regressava / A horas mortas da estúrdia
Era tão grande a balbúrdia / Que a Mouraria acordava

E ao findar a desgarrada / Tornava-se a ouvir o brado
Do pinóia que chamava / Ao boleeiro, ensonado