Clique na imagem e oiça Fado !!!
* * * * *
As 5.380 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores !!!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Por motivos alheios à minha vontade, o motor de busca nem sempre responde satisfatóriamente *
------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------
* Caso necessite de ajuda envie a sua mensagem para: fadopoesia@gmail.com *
* * * * *

O que sobrou de um queixume

Letra e musica de Frederico de Brito
Repertório de Carlos do Carmo c/Raquel Tavares

Se não sabes o que é fado
Sem ter sombra de pecado
Sem traições, corações aos baldões e paixões de vielas
Se não fazes uma ideia
Desta triste melopeia
Que nos alegra e por via de regra chorámos com ela

Se não sabes como encanta
Quem o ouve e quem o canta
Quando se agarra a uma guitarra à luz do luar
Fado dum fado nascido
Um grito de espanto, um gemido
Vem ver Lisboa, como ela o entoa e o canta a chorar

Fado é amor
Que sobrou d’algum queixume
Que se agrarrou ao ciúme
E se embrulhou no seu manto
Fado é a dor
É o meio termo da vida
Nem esperança perdida
Nem riso, nem pranto

Se não sabes que a tristeza
Que nos prende e fica presa
Não é mais que os sinais usuais d’alguns ais sem agrado
Se não sabes que a saudade
Que nos abre e nos invade
Só aparece quando não se esquece que também é fado

Se não sabes o que é esperança
Que não pára, que não cansa
E é concerteza, tal como a firmeza, um rasto de fé
Sonho dum sonho desfeito
O gosto dum gosto pefito
Que nos embala mas que não se iguala ao que o fado é