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6.180 LETRAS PUBLICADAS // 1.930.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Por morrer uma andorinha

João da Mata / Frederico de Brito / Francisco Viana *fado vianinha*
Repertório de Carlos do Carmo

Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era
Por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera

Como vês, não estou mudado /
E nem sequer descontente
Conservo o mesmo presente /
E guardo o mesmo passado
Eu já estava habituado / A que não fosses sincera
Por isso, não fico á espera /
Duma ilusão que eu não tinha
Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era

Vivo a vida como dantes /
Não tenho menos nem mais
Os dias passam iguais /
Aos dias que vão distantes
Horas minutos instantes /
Seguem a ordem austera
Ninguém se agarra á quimera /
Do que o destino encaminha
Por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera