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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado das iscas

José de Oliveira Cosme / Jaime Mendes
Repertório de José Freire 

No tempo das patuscadas
Das guitarras e touradas / Das hortas, do carrascão
Eram as iscas o prato
De mais consumo e barato / Na vida dum cidadão

E ninguém se envergonhava
Toda a gente que passava / Entrava nessas vielas
A gente sentia-se bem
Sendo simples era um vintém / Trinta réis se eram com elas

Se ao longe vinha um parceiro
E o cheirinho lhes sentia
Até mesmo apetecia
Comê-las só pelo cheiro
E a sua fama foi tal;
O povo então era vê-lo:
Travessa do Cotovelo
E Rua do Arsenal


Hoje tudo isso mudou
A taberninha acabou / Desapareceram os becos
Os cocheiros são chauferes
Vigaristas, soutneres / E os casqueiros, papo-secos

Se os meninos odaliscas
Comessem um prato d'iscas / Daquelas bem temperadas
Morriam de indigestão
Não bebendo um garrafão / D'água das Pedras Salgadas