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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Chegaste tarde

António Frazão / Edgar Nogueira
Repertório de Deolinda Maria

Chegaste tarde, já o sol ía tão alto
Já brilhava no asfalto
Resto do tempo passado
Chegaste tarde, raiava já nova aurora
Não viste a noite ir embora
Chegaste muito atrasado

Chegaste tarde ao lugar que querias ter
Não viste o alvorecer
Pela tua sombra lenta
Chegaste tarde, trazias a alma fechada
Cheia de sombras de nada
Em madrugada cinzenta

Chegaste tarde, escondias um segredo
Na tua capa de medo
Da cor dos teus ideais
Chegaste tarde p'ra saberes o meu passado
Para entenderes o meu fado
Chegaste tarde demais