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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Lisboa gaivota branca

Mário Martins / António Chaínho
Repertório de António Mourão

Lisboa gaivota branca / Que tem poiso na Ribeira
Faz o ninho no Castelo / Discute na Brasileira

Aos domingos é sereia / Dá-se ao mar em pleno dia
Traz nos cabelos o sal / Em punhados de maresia

Lisboa é corpo de rapariga
De seio erguido, de patriota
É melodia de uma cantiga
Na sombra branca duma gaivota
É aguarela de água do rio
É oceano do mar da palha
Feita de sol nunca tem frio
Sob colinas que se agasalha


Já sem canastra à cabeça / Pôs um turbante de ameias
Fidalga-povo que sabe / Ser mulher e ter ideias

Corpo de rio inquieto / De noite os olhos são prata

Ambição de ser do mundo / Que só no mar se desata