- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Boémio

Carlos Conde / Miguel Ramos *fado alberto*
Repertório de Narciso Reis 

Ouvi dizer que está lá fora à porta
Um tipo da boémia à moda antiga
Que pede para entrar e não se importa
Também de vir cantar uma cantiga

Não sei se é o mesmo que eu já vi
Passar á minha rua embriagado
Entrar numa taberna que há ali
Dizendo a toda a gente – quero fado

Havia até lá dentro uma algazarra
Mas logo que ele entrou calou-se tudo
Ouvi depois trinar uma guitarra
Num som brônzeo, gemente e campanudo

Cá fora vinha o eco encher as almas
E toda a minha rua alvoraçada,
Ouviu-se o batucar de muitas palmas
No côncavo cristal da madrugada

Se é ele abram-lhe a porta por favor
Pois se não é o fado é irmão gémeo
Não vá dizer o mundo enganador
Que já se fecha a porta a um boémio