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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Barroco tropical

José Eduardo Agualusa / Ricardo Cruz
Repertório de António Zambujo

O amor é inútil, luz das estrelas
A ninguém aquece ou ilumina
E se nos chamam, a chama delas
Logo no céu lasso declina

O amor é sem préstimo, clarão
Na tempestade depressa se apaga
E è maior depois a escuridão
Noite sem fim, vaga após vaga

O amor a ninguém serve e todavia
A ele regressamos dia após dia
Cegos por seu fulgor, tontos de sede
Nos damos sem pudor em sua rede

O amor è uma estação perigosa
Rosa ocultando o espinho
Espinho disfarçado de rosa
A enganosa euforia do vinho