- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Avozinha

Henrique Rego / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Ainda me lembro bem
Dessas noites invernosas / Em que o vento sibilava
E das lendas amorosas
Que a minha avó que Deus tem / Junto à lareira contava

Quando a feroz inverneira
Como se até nos infernos / Rugia lá pelos montes
Ela aquecia os invernos
Que lhe pesavam nas frontes / Indo sentar-se à lareira

Meiguices e seduções
P’ra minha avó se alegrar / Eram certas como prendas
E tinha que me contar
As maravilhosas lendas / Das mouriscas tradições

Então ela me contava
Contos feitos de paixões / Com princesinhas formosas
Encantamentos de moiras
E de fontes preciosas / Que davam ledos quebrantos
Enquanto que embevecido
Eu escutava os encantos / Dessas lendas amorosas

Mas o conto mais dileto
E que mais beleza tinha / P’ra meus sonhos joviais
Era o da terna avozinha
Que com beijos maternais / Fora criando o seu neto

Tinha o conto semelhança
Ao acrisolado afeto / Que minha alma gozava
Que eu, de gozo radiante
Solenemente escutava / E hoje vivo sem desdém
Era o conto mais sentido
Que a minha avó que Deus tem / Junto à lareira contava