- - - - - - - - - -

- - - - - - - - - -
- - - - - - - - - -

° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.200 LETRAS PUBLICADAS // 2.028.600 VISITAS // Janeiro 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

.

Olhos fatais

Armando Neves / Alfredo Marceneiro *fado bailado*
Repertório de Alfredo Marceneiro


Que sorte que Deus me deu
Que p'ra sempre hei-de lembrar
Embora não seja ateu
Julguei encontrar o céu
Na expressão do teu olhar

Mas deitaste-me ao deserto / Neste mundo enganador
Hoje o teu olhar incerto / Já não é um livro aberto
Onde eu lia o teu amor

Enganaste os olhos meus / Nunca mais te quero ver
Meus olhos dizem-te adeus / Teus olhos não são dois céus
São dois infernos a arder

Coração p’ra amar a fundo / Outro coração requer
Se há tanta mulher no mundo / Vou dar este amor profundo
Ao amor doutra mulher
- - -
- - 
-
Versão Original
Do livro *Poetas do Fado Tradicional* 
De: Daniel Gouveia e Francisco Mendes

Que sorte que Deus me deu
E que sempre hei-de lembrar
Embora não seja ateu
Julguei encontrar o céu
Na expressão do teu olhar

Neste mundo, mar de escolhos / Unimos nossos destinos
E nesta vida de abrolhos / Para mim teus lindos olhos
Eram dois céus pequeninos

No espelho do teu olhar / Vi dois céus em miniatura
E para mais me encantar / Vão-se neles mirar
A minha própria ventura

E tão mística atracção / Tinha o teu olhar profundo
Que em sua doce expressão / Era um manto de perdão
Sobre as misérias do mundo

Mas deitaste-me ao deserto / Deste mundo enganador
Pois o teu olhar incerto / Já não é um livro aberto
Em que eu lia o teu amor

Enganaste os olhos meus / Nunca mais te quero ver
Meus olhos dizem-te adeus / Teus olhos não são dois céus
São dois infernos a arder

Coração para amar a fundo / Outro coração requer
Se há tanta mulher no mundo / Vou dar este amor profundo
Ao amor doutra mulher