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5.915 LETRAS // 1.500.000 VISITAS // DEZEMBRO 2019

O poeta

Fernanda de Castro / Elvira de Freitas
Repertório de Ada de Castro

O poeta só pede à vida
O direito de amar o que ama
E também de sofrer, que a dor
A dor purifica, é pólen, é chama

Solidão do poeta quando passa
Pelas ruas da desgraça
E ninguém lhe estende a mão

Onda em onda pelos cais, caminha
Vai e vem, procura alguém, alguém
Nunca mais a dor então responde

O poeta não quer a glória
A fortuna não lhe faz falta
O poeta só quer amor
A sua ambição é sempre mais alta

Ambição, pôr a alma na garganta
Dar ao mundo quando canta
Um momento de evasão