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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Fadistas da velha guarda

Poema de Luciano Marques

Em tempos que já lá vão
O fadista era gingão / Alcunhado de rufia
De calça estreita e samarra
Chapéu largo e uma guitarra / Era alguém na Mouraria

Gostava de ir ao Charquinho
Aonde havia bom vinho / E fresca sardinha assada
Outros mais para lá iam
E todos se divertiam / Em fados à desgarrada

Ia ao Ferro d’Engomar
Muitas vezes petiscar / Ou mesmo ao Senhor Roubado
E sempre de farra em farra
Entre mãos uma guitarra / O corrido era seu fado

Agora tudo mudou
A Mouraria passou / Para a tela dos artistas
No seu lugar uma praça
Por onde o fado não passa / Nem já lá param fadistas

Agora não há gingões
Quem canta, canta canções / Direito, bem aprumado
E a alcunha do fadista
Passou a ser a de artista / Que ao swing, chama fado

Um apelo, agora, faço
Vai com ele o meu abraço / Para o fado que cobiço
Que os novos que o palco tem
Passem a cantar, também / O nosso fado castiço