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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.360 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Fado da Cezária

Silva Tavares / Filipe Duarte
Versão do repertório de Tony de Matos
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Criação de Adelina Fernandes na opereta “Mouraria” 
Teatro Apolo em 1926. 
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia 
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
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Tanto a desgraça me alcança 
Que já me sinto cansado
Da vida que não se cansa 
De me fazer desgraçado

E como o fado alivia 
As mágoas que a gente sente
Eu brindo à minha agonia noite e dia
Cantando constantemente

Foi um beijo venenoso
Demorado, langoroso
Que perverso me tornou;
Eu faço o que me fizeram
Pois ninguém foge ao seu fado;
Foi a mentir que mo deram
É a mentir que eu vos dou
  


Aquela a quem dei a vida
E o que eu tinha de mais meu
Não passa duma perdida
Sem saber quem a perdeu

É por isso que p'lo fado 
A minh'alma se desgarra
Pois esquece o meu passado torturado
Quando chora uma guitarra
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Versão Original

Tanto a desgraça me alcança / Que já me sinto cansada
Da vida que não se cansa / De me tornar desgraçada

E como o Fado alivia as mágoas que a gente sente
Eu minto à minha agonia, noite e dia
Cantando constantemente

Foi um beijo venenoso, demorado, langoroso
Que perversa me tornou
E eu faço o que me fizeram / Pois ninguém foge ao seu fado
Foi a mentir que mo deram
É a mentir que eu os dou


Aquele a quem dei a vida / E o que tinha de mais meu
Hoje chama-me perdida / Mas não diz quem me perdeu

É por isso que no Fado a minh’alma se desgarra
Pois esqueço o meu passado torturado
Quando chora uma guitarra



É curioso como o poder e a popularidade de certas letras tornaram irresistíveis determinados fados
fazendo-os ser trauteados por muito boa gente fora do meio fadista.

Na verdade, muitas senhoras bem casadas e de conduta irrepreensível trauteavam 
o fado Perseguição («Lá porque és rico e elegante / Queres que eu seja tua amante…») 
bem como este Fado da Cesária, confessando-se «desgraçadas», «perdidas»
porque alguém as perdeu e, sobretudo, admitindo que «Foi um beijo venenoso 
demorado, langoroso / Que perversa me tornou (…) / 

Foi a mentir que mo deram / É a mentir que eu os dou», em clara alusão à vida pecaminosa 
de qualquer mulher mundana. 
Fica por saber se os maridos se importavam mas, aparentemente, não.