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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.685 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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O mestre de obras *humor*

M.Candido / Manuel Maria Rodrigues *marcha do manel maria*
Repertório de Candido

Depois duma distinção
Num curso de construção
E o diploma tirado
Comprei pás e picaretas
Níveis, cimento, marretas
Fiquei na vida lançado

O meu primeiro trabalho
Foi a fachada de um talho / Que só me deu arrelias
Parecia um monumento
Mas como não pus cimento / Caíu ao fim de três dias

Mais tarde eu fiz um jazigo
E não minto se lhes digo / Tenho orgulho nessa obra
Hoje estou arrependido
De não o ter oferecido / À santa ma minha sogra

Vejam bem a minha sina
Fui fazer uma piscina / Mas o azar foi tamanho
Na sua inauguração
Houve uma perfuração / E já ninguém tomou banho

Há tempos fui contratado
Para fazer um telhado / Mas foi tão grande o relaxo
Usei só madeiras velhas
Quando puseram as telhas / O telhado veio abaixo

Tenho uns desenhos em mão
P’ra fazer uma prisão / Um trabalho de valor
Mas estou mesmo a calcular

Que o preso que a vai estrear / Deve ser o construtor