Domingos Gonçalves Costa / Jaime Santos *alexandrino*
Repertório
de Fernanda Maria
Editado com o título *O que as lágrimas dizem*
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Tradicional*
Livro *Poetas Populares do Fado-Tradicional*
Quase
ninguém dá conta, ao ver alguém chorar
Do que a lágrima diz quando aos olhos aflora
Essa boca de luz no seu estranho brilhar
É um espelho a refletir a vida de quem chora
A lágrima da vida nuns olhos divinais
Lembra a luz da manhã dum dia apetecido
Nem tem comparação com as lágrimas fatais
Que queimam como fogo os olhos dum vencido
A lágrima da mãe quando nos dá a vida
É cor que a tarde empresta a um dia divinal
E a lágrima chorada à hora da partida
É hino de saudade, às vezes imortal
Na vida em que se afunda sorrisos e cansaços
A lágrima mais pura, a que jamais tem par
É uma, a que se esconde atrás duns olhos baços
Essa boca de luz no seu estranho brilhar
É um espelho a refletir a vida de quem chora
A lágrima da vida nuns olhos divinais
Lembra a luz da manhã dum dia apetecido
Nem tem comparação com as lágrimas fatais
Que queimam como fogo os olhos dum vencido
A lágrima da mãe quando nos dá a vida
É cor que a tarde empresta a um dia divinal
E a lágrima chorada à hora da partida
É hino de saudade, às vezes imortal
Na vida em que se afunda sorrisos e cansaços
A lágrima mais pura, a que jamais tem par
É uma, a que se esconde atrás duns olhos baços
Que fartos de sofrer já nem sabem chorar