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Tenho vindo a publicar letras (de autores que já partiram) sem indicação de intérpretes ou compositores na esperança de obter informações detalhadas sobre os temas.
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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: por falta de informação nem sempre são mencionados os criadores dos temas aqui apresentados.
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As rosas do meu caminho

Letra e música de Alberto Janes
Repertório Amália Rodrigues


Quem julga que são rosas 
As pedras do meu caminho
Não sabe que encontrei 
Sempre, nas rosas que me deram
Perfumes que, ao fugir
Me deixaram espinhos
Dos olhos me caiu 
O sangue que fizeram

Porque o perfume
É passageiro, é fugaz
Como lume que nos faz
Mais frio na cinza arrefecida
E os espinhos 
Numa ferida que magoa 
Na alma duma pessoa
Duram tanto como a vida

Quisera como dantes 
Saber rir em gargalhadas
Tão vivas que no ar 
Ganhassem formas esculpidas
Porém, no sol da vida 
Há nuvens que paradas
Enchem de sombras negras 
A luz de certas vidas

E quando canto 
Todos vêem com certeza
Na minha vida a beleza
Dum sonho que quer vingar
Mas ninguém pode 
Dar vida a um sonho belo
É construir um castelo
Que é todo feito no ar


VERSÃO ORIGINAL
Transcrita do livro editado pela
Academia da Guitarra Portuguesa e do Fado 

Quem julga que são rosas 
As pedras do meu caminho
Não sabe que encontrei 
Sempre, nas rosas que me deram
Perfumes que ao fugir 
Me deixaram o espinho
Dos olhos me caiu 
O sangue que fizeram

Porque o perfume é passageiro, é fugaz
Como lume que nos faz
Mais frio na cinza arrefecida
E os espinhos duma ferida que magoa
A alma duma pessoa
Duram tanto como a vida

Quisera como dantes 
Saber rir em gargalhadas
Tão vivas que no ar 
Ganhassem formas esculpidas
Porém no sol da vida 
Há nuvens que paradas
Enchem de sombras negras 
A luz de certas vidas

E quando canto
Todos vêem com certeza
Na minha vida a beleza
Dum sonho que quer vingar
Mas ninguém pode 
Dar vida a um sonho belo
É construir um castelo
Que é todo feito no ar

Se o destino teimoso 
Nos quer dar de mão estendida
As coisas que nos sonhos 
De criança, tanto vemos
A outra sua mão 
Mexe na nossa vida
E nunca mais se ganha 
Aquilo que perdemos

Porque é assim um desejo satisfeito
Deixa-nos logo no peito
O lugar doutro desejo
É como um beijo, vivido, perde o valor
A não ser pelo calor
De desejar outro beijo