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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Ai eu

Pedro Silva Martins / Luís José Martins
Repertório de Ana Moura

Aí eu, aí eu, de tanto chorar
Já dei a volta e agora rio
Rio do rio, rio do mar
E até me rio deste meu riso;
E assim a rir eu tento voltar
Ao choro triste, ao dia frio

Aí eu, aí eu, de tanto esperar
Já dei a volta e agora quero
Eu quero muito e não vou ficar
À espera de tudo quando nada peço;
Só peço ter forma de voltar
Apenas a querer o que já não espero

Óai, p’ra teu bem
Começa onde eu terminei
Aqui onde, eu não sei
E aqui onde, eu nem sei
Volta sempre

Aí eu, aí eu, de tanto calar
Já dei a volta e agora canto
E tanto canto para espantar
A voz que em mim, me causa espanto;
E canto assim para voltar
Ao canto mudo, ao triste pranto

Aí eu, aí eu, de tanto voltar
Já dei a volta e agora vou
Para lá dos ais a querer ficar
Um pouco mais aonde não estou;
E neste passo posso afirmar
Longe de mim, por fim, eu sou

Ó, ai, p’ra teu bem, etc, etc
Fica sempre