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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.590 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Sei que pareço um ladrão

Mote de António Aleixo / Glosa de Carlos Conde / Popular *fado corrido*
Repertório de Rodrigo 

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço

Ao nascer, fui bafejado / Com duas coisas diferentes
Pertencer aos indigentes / E viver com porte honrado;
Bem ou mal recompensado / Não faço nisto, questão
Só sei dizer de antemão / Que neste mar de tristeza;
Com toda a minha pobreza/ Sei que pareço um ladrão

Quem rouba não pode andar / Mal vestido, esfarrapado
Tem que andar aperaltado / Prós incautos enganar;
Só assim pode contar / Usando desse processo
Com o manifesto apreço / Que todos lhe dão, a rodos;
Não posso conhecer todos / Mas há muitos que eu conheço

Vou citar este ditado / Que já vem de muito longe
O hábito faz o monge / Que é pró caso, adequado;     
Se usa um nome afidalgado / Logo excelência lhe dão
Todos lhe apertam a mão / Vivem em alto esplendor;
Enganam seja quem for / Não parecendo o que são

Vão a festas elegantes / Como pessoas honestas
E no final dessas festas / Faltam jóias e brilhantes;
Foram os falsos importantes / Que deram na sala, ingresso
Com frases que eu desconheço / Bem vestidos, ardilosos;
Esses vulgares criminosos / São aquilo que eu pareço