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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores dos temas aqui apresentados.
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Sei que pareço um ladrão

Mote de António Aleixo / Glosa de Carlos Conde / Popular *fado corrido*
Repertório de Rodrigo 

Sei que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço

Ao nascer, fui bafejado 
Com duas coisas diferentes
Pertencer aos indigentes 
E viver com porte honrado;
Bem ou mal recompensado 
Não faço nisto, questão
Só sei dizer de antemão 
Que neste mar de tristeza;
Com toda a minha pobreza
Sei que pareço um ladrão

Quem rouba não pode andar
Mal vestido, esfarrapado
Tem que andar aperaltado 
Prós incautos enganar;
Só assim pode contar 
Usando desse processo
Com o manifesto apreço 
Que todos lhe dão, a rodos;
Não posso conhecer todos 
Mas há muitos que eu conheço

Vou citar este ditado 
Que já vem de muito longe
O hábito faz o monge 
Que é pró caso, adequado;     
Se usa um nome afidalgado 
Logo excelência lhe dão
Todos lhe apertam a mão
Vivem em alto esplendor;
Enganam seja quem for 
Não parecendo o que são

Vão a festas elegantes 
Como pessoas honestas
E no final dessas festas 
Faltam jóias e brilhantes;
Foram os falsos importantes 
Que deram na sala, ingresso
Com frases que eu desconheço 
Bem vestidos, ardilosos;
Esses vulgares criminosos 
São aquilo que eu pareço