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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.347.000 VISITAS <> NOVEMBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Oiça lá ó senhor vinho

Alberto Janes
Repertório de Amália 

Este trecho foi uma criação de Amália Rodrigues que, todavia, só cantou metade da composição, talvez por esta ser demasiado extensa, quiçá por opção. 
Certo é que assim foi repetida por todos os intérpretes que se lhe seguiram. A segunda metade da pouca gente a conhece, embora figure na Declaração de Obra entregue na 
S. E. C. T. P. /S. P. A., em 1970.
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
 

Oiça lá ó senhor vinho
Vai responder-me, mas com franqueza
Porque é que tira toda a firmeza 
A quem encontra no seu caminho;
Lá por beber um copinho a mais
Até pessoas pacatas
Amigo vinho em desalinho

Vossa mercê faz andar de gatas

É mau procedimento 

E há intenção naquilo que faz
Entra-se em desequilíbrio

Não há equilíbrio que seja capaz;
As leis da física falham 
E a vertical em qualquer lugar
Oscila sem se deter 

E deixa de ser perpendicular

Eu já fui, responde o vinho: 

A folha solta a gritar ao vento
Fui raio de sol sobre o firmamento 

E trouxe á uva doce carinho;
Ainda guardo o calor do sol 

E assim eu até dou vida
Aumento o valor seja de quem for

Na boa conta, peso e medida

E só faço mal a quem me julga

Ninguém faz pouco de mim
Quem me trata como água

É ofensa!... pago-a!... eu cá sou assim;
Vossa mercê tem razão

É ingratidão falar mal do vinho
E a provar o que digo

Vamos meu amigo a mais um copinho


Parte do texto nunca gravado

Injustiça, respondeu o vinho
Eu pago tudo sozinho
Tantos perdidos pela bebida
Sem ter na vida provado vinho
Tomam bebidas estrangeiras
E mais ruins que ninguém as traga
A coisa aquece e fica afinada
Mas se há trapalhada o vinho é que paga

Isto está mais do que errado
Eu sou difamado, é mais que certinho
Até calda de tomate
Se der disparate, dizem: foi o vinho
E ninguém pensa nas penas
De quem nesta vida já não tem carinho
E que eu torno mais pequenas
Ao fazer apenas e quecer no vinho