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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Laranjeira florida

César Valente / Alfredo Duarte *fado laranjeira*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Em tenra laranjeira ainda pequenina
Onde poisava o melro ao declinar do dia
Depois de te beijar a boca purpurina
Um nome ali gravei, o teu nome Maria

Em volta um coração também com arte e jeito
Ao circundar teu nome, a minha mão gravou
Esculpi-lhe uma data e o trabalho feito
Como selo d’amor, no tronco lá ficou

Mas no rugoso tronco, eu vejo com saudade
O símbolo do amor que em tempos nos uníu
Cadeia de ilusões da nossa mocidade
Que o tempo enferrujou e que depois partiu

E à linda laranjeira, altar pagão d’amores
Que tem a cor da esperança, a cor das esmeraldas
Vão as noivas colher as simbólicas flores
Para tecer num sonho as virginais grinaldas