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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Lágrimas diferentes

Domingos Gonçalves Costa / Jaime Santos *alexandrino*
Repertório de Fernanda Maria

Quase ninguém dá conta, ao ver alguém chorar
Do que a lágrima diz qando aos olhos aflora
Essa boca de luz no seu estranho brilhar
È um espelho a refletir a vida de quem chora

A lágrima da vida nuns olhos divinais
Lembra a luz da manhã dum dia apetecido
Nem tem comparação com as lágrimas fatais
Que queimam como fogo os olhos dum vencido

A lágrima da mãe quando nos dá a vida
È cor que a tarde empresta a um dia divinal
E a lágrima chorada à hora da partida
È hino de saudade, às vezes imortal

Na vida em que se afunda sorrisos e cansaços
A lágrima mais pura, a que jamais tem par
È uma, a que se esconde atrás duns olhos baços
Que fartos de sofrer já nem sabem chorar