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Este espaço foi criado <> Com grande dedicação <> Por alguém que faz do fado <> A sua religião.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Café das camareiras *Ary*

Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de Maria Armada

Ao café das camareiras / Lisboa vinha aprender
A mais fácil das maneiras / De cantar para esquecer

Sempre que um homem perdia / A mulher da sua vida
Vinha enganar a alegria / Numa navalha perdida

Ao café das camareiras
Lisboa vinha aprender
A mais fácil das maneiras
De um homem não saber ser;
Ao café das camareiras
Lisboa vinha aquecer
À sombra dessas maneiras
A vontade de morrer


O fado não è chouriço / Nem café, nem aguardente
O fado è, sem dar por isso / A gente a falar da gente

Dizer as coisas que temos / Guardadas no coração
E depois, quando sofremos / Transformá-las em canção

O
fado não è passado / Nem futuro, nem presente
O fado è, sem dar por isso / 
A gente a falar da gente