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As 5.850 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.

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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Às vezes

João Monge / Ricardo Parreira *fado tio*
Repertório de Hélder Moutinho 

Às vezes não me dou, não é por mal
Às vezes até me custa falar
São restos do temor inicial
Do dia em que aprendemos a andar

Às vezes viro a cara para o chão
E sigo a minha sombra até ao fim
Como se fosse a voz do coração
Para não me afastar muito de mim

Às vezes o mundo fica vazio
Como a casa onde tu moraste um dia
E o meu corpo é morada de um fastio
Que me sustenta mas não alumia

Às vezes tu pareces entender
E esperas que a madrugada se levante
Prometes que hás-de voltar a nascer
E eu volto a ser quem fui por um instante