- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.525 LETRAS PUBLICADAS <> 2.572.800 VISITAS < > SETEMBRO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A ultima fragata

João Dias / António Chainho
Repertório de Rodrigo

Aquela velha fragata
Abandonada no cais
É imagem que retrata

Algo que não volta mais;
Tão velha como o arrais

Que a contempla entristecido
E á noite, chora no cais

Saudades do rio perdido

Velha fragata

Que o tempo mata, presa no cais
Já não te vejo

Enfeitar o Tejo com teu arrais
As tuas velas

Outrora belas cheias de vento
Pareciam aves

Em voos suaves, rasgando o tempo

Ao sol, á chuva e ao frio
Tempestades e infernos
Na rude faina do rio

Lutaram setenta invernos
Sem reforma que os sustente

No pior dos temporais
Vão morrendo lentamente

A fragata e o arrais