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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Chega-se a este ponto

David Mourão Ferreira / José Mário Branco
Repertório de Camané

Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro, o pano de um teatro
Um passeio de noite, a sós, de bicicleta
O riso que ninguém reteve num retrato

Folheia-se num bar o horário da morte
Encomenda-se um gin enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não em que mês se deu aquela cena
Já não sei em que mês
Cega-se a este ponto em que se fica à espera

Chega-se a este ponto a arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela, acender o cachimbo
Para deixar no mundo uma herança de fumo

Rola nais um trovão, chega-se a este ponto
Em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do sol è a roda do sono
Chega-se a este ponto m que a gente não sabe