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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Dois fados desiguais

Fernando Campos de Castro / Júlio Proença *fado esmeraldinha*
Repertório de Sandra Correia

Não me peças mais o fado que cantei
No momento dessa hora em que te vi
Depois disso quanta lágrima chorei
Sem ter nada, sem ter Deus e amor sem ti

Do poema que cantei e que era meu
Que falava dum amor que andava ausente
Tu disseste que era igual ao fado teu
E por isso era dos dois eternamente

Não me peças meu amor mais esse fado
Que foi dantes, não de agora, nem depois
Deixa os versos descansar nesse passado
Do passado que existiu entre nós dois


Não me peças que regresse ao tempo antigo
Dessa casa, nessa noite de ternura
Onde ainda eu te vejo a sós comigo
Nessa mesa iluminada de loucura