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6.180 LETRAS PUBLICADAS // 1.930.000 VISITAS // OUTUBRO 2020

Atingido este valor // Que me faz sentir honrado // Continuo, com amor // A ser servidor do fado.

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Apache ou fadista

Carlos Conde / Alfredo Duarte
Repertório de Alfredo Duarte Júnior

Eu que nasci fadista à face do destino
Tenho p'ra certa gente o meu destino errado
Chamaram-me gingão, depois o bailarino
E agora, para alguns, sou apache do fado

Não me ofendo com isso, acho até certa graça
Ao que p'ra aí se diz, por graça ou preconceito
Porque eu sou como sou, o que se diz não passa
De comentário alegre ao jeito do meu jeito

Isto de ser apache, bailarino ou gingão
De usar lenço ao pescoço e boné posto ao lado
Não é para marcar a minha posição
É p'ra me sentir bem e andar ao meu agrado

Este jeito nasceu comigo em pequenino
Não
precisei tirá-lo ao gosto de outro artista
Ser apache ou não ser, gingão ou bailarino 

Não me inibe de ter direito a ser fadista