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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado boémio

Frederico de Brito / Renato Varela *fado varela*
Repertório de Maria Teresa de Noronha

Não sei que mal fiz eu ao triste fado
Ao fado que eu julguei um doido apenas
Que tantas alegrias me tem dado
E agora dá-me lágrimas e penas

Andamos muito os dois, por ser costume
Falamos de ilusões e desenganos
Se me falou de amor ou de ciume
Foi por me conhecer há longos anos

O fado, esse boémio, vive agora
Na triste cantilena do seu pranto
Coitado, apenas canta quando chora
E eu choro algumas vezes, quando canto