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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

A casa da Mariquinhas

Silva Tavares / Popular *fado mouraria* 
Repertório de Alfredo Marceneiro 

É numa rua bizarra 
A casa da Mariquinhas 
Tem na sala uma guitarra 
Janelas com tabuinhas 

Vive com muitas amigas / Aquela de quem vos falo 
E não há maior regalo / Que vida de raparigas; 
É doida pelas cantigas / Como no campo a cigarra 
Se canta o fado à guitarra / De comovida até chora 
A casa alegre onde mora 
É numa rua bizarra 

Para se tornar notada / Usa coisas esquisitas 
Muitas rendas, muitas fitas / Lenços de cor variada; 
Pretendida, desejada / Altiva como as rainhas 
Ri das muitas, coitadinhas / Que a censuram rudemente 
Por verem cheia de gente 
A casa da Mariquinhas 

É de aparência singela / Mas muito mal mobilada 
No fundo não vale nada / O tudo da casa dela; 
No vão de cada janela / Sobre coluna, uma jarra 
Colchas de chita com barra / Quadros de gosto magano 
Em vez de ter um piano 
Tem na sala uma guitarra 

P'ra guardar o parco espólio / Um cofre forte comprou 
E como o gaz acabou / Ilumina-se a petróleo; 
Limpa as mobílias com óleo / De amêndoa doce, e mesquinhas 
Passam defronte as vizinhas / P'ra ver o que lá se passa 
Mas ela tem por pirraça 
Janelas com tabuínhas