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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

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Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

A Bia da Mouraria

António José / Nóbrega e Sousa 
Repertório de Maria Armanda
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Criação de Maria Armanda na revista *Meninos vamos ao Vira* 
Teatro laura Alves 1978
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia no livro
Poetas Populares do Fado-Canção
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Lá vai a Bia que arranjou um par jeitoso 
É vendedor como ela 
Ali para o Bem Formoso 
São dois amores, duas vidas tão singelas 
Enquanto ela vende flores
O Chico vende cautelas 

Na Mouraria só falam do namorico 
A Bia namora o Chico 
As conversas são iguais 
Ai qualquer dia, Deus queira que isto não mude 
A Senhora da Saúde 
Vai ser pequena demais 

O casamento já tem a data marcada 
Embora qualquer dos noivos 
Tenha pouco mais que nada 
Vai ter a Bia, a festa que ela deseja 
Irá toda a Mouraria 
Ver o casório na igreja


Maria Armanda, na sua primeira apresentação em teatro, teve tanto êxito com este fado
que teve de cantá-lo sete vezes, na estreia.

Não se imagina, hoje, por muito êxito que lograsse, um número ser repetido sete vezes
na estreia de uma revista!

E não se diga que era por não haver outros meios de diversão na capital.

A televisão já tinha emissões regulares desde 1958, o Canal 2 existia desde 1968
e os anos 60 e 70 foram férteis em cinemas, teatros, «serões para trabalhadores»
estações de rádio, discos, floresciam os «conjuntos» musicais.

Ora esta revista estreou em 1978. Tanto maior o valor impactante desta «Bia da Mouraria»
e o mérito os seus autores, não se podendo dizer que António José fosse um dos mais notórios.

Certo é que, de 1978 para cá, este fado-canção não cessa de ser gravado e cantado
desde as vozes mais jovens até às de maior prestígio.