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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Canção da última idade

Letra e musica de Carlos Paião
Repertório de Pedro Vilar

Texto declamado
Um dia falei de sonhos a quem sonhou que vivia
Passou por dias risonhos mas, no fundo, não sabia

Andou nas sombras da vida atrás da vida banal
Perdeu o amor à partida, nada ganhou no final

Amigos que tem, são poucos, ninguém lhe empresta calor
Porque ele chora e os outros não querem saber da dor

Olhei para tudo e vi os sonhos que não viveu
Chorei, quando percebi que o sonhador era eu !


Ai... há quanto tempo foi que o mundo me largou
E deste lado vejo o sol que me arrastou
Há quanto tempo fico assim olhando o sonho atrás de mim
E vendo cada dia a aproximar-me mais do fim

Deus... com quantos braços trabalhei a vida inteira
Que tenho eu hoje, que mereça tal canseira
Não tenho nada do que quiz, onde ficou tudo o que fiz
Será que já não posso ter esperança em ser feliz

Enquanto o sonho è louco não há horas p'ra pensar
Agora o tempo è pouco, só me resta recordar
Os anos em que a vida era um prazer
E o sonho não parava de crescer:
Eu era fadista nos momentos de lazer
Cantava um fadinho p'ra esquecer

Ai... agora è tarde p'ra vencer a solidão
De nada serve ter um verso em cada mão
Não quero a pena de ninguém, a culpa è minha, eu sei-o bem
Somente gostaria de sentir-me sempre alguém

Enquanto o sonho è louco não há horas p'ra pensar
Agora o tempo è pouco, só me resta recordar;
Os anos em que a vida era um prazer
Cantando un fadinho p'ra esquecer
E o sonho não parava de crescer