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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado do sobreiro

Abílio Morais / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de João Brasa

Lá no cimo do montado
No ponto mais elevado
Havia um enorme sobreiro
De todos era a cobiça
A dar bolota e cortiça
No montado era o primeiro

Mas um dia, a tempestade
Fez ouvir lá na herdade / O ribombar dum trovão
E no céu uma faxa risca
E uma enorme faísca / Fez o sobreiro em carvão

Passaram anos e agora
No mesmo sítio lá mora / Um chaparro altaneiro
E em noites de luar
Ouve-se o montado a chorar / Com saudades do sobreiro

É assim a nossa vida
Constantemente vivida / Quase sempre a trabalhar
Mas se um dia a morte vem
Nós deixámos sempre alguém / Com saudades a chorar