- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.266.500 VISITAS <> SETEMBRO 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Salada de alface

António Tavares Teles / Carlos Paião
Repertório de Rodrigo

Sou alfacinha desde quando eu sei lá
Da minha alcunha quem é que sabe a razão?
Da verde alface que foi a minha madrinha
Guardo a ternura da frescura que me dá
Naqueles dias de verão com a cebola
Com o tomate e o pimento a condizer
Uma frescura que em tempos foi fartura
E hoje é por vezes falta de comer

Alfacinha, alfacinha
Era eu sem saber porquê
Alfacinha, ai alfacinha
Quem te via e quem te vê
Alfacinha, alfacinha
Eu agora já sei porque é
Alfacinha por ter de comer
Alfaces, alfaces para sobreviver

Hoje a salada já não é prato de verão
Hoje a salada é o prato principal
Uma salada com um pedaço de pão
É como um bife ou como um frango à cafreal
Mas a salada é já salada só de alface
Porque a cebola, essa está cara e faz chorar
E os tomates estão tão raros e tão caros
Como os pimentos que apimentam o paladar

Depois a alface é verde como a cor da esperança
De um verde pálido, talvez, mas é assim
Como a esperança que nós temos, quase branca
Quase tão branca como a esperança que há em mim
De hoje comer um bom franguinho à cafreal
Ou um bom bife com uma boa saladinha
Com os tomates, os pimentos e a cebola
E a alface, porque eu cá sou alfacinha