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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.590 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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A Rosinha do Covelo

Manuel de Carvalho / Fernando de Freitas *fado pena*
Repertório de António Passos

Era a mulher mais linda do Covêlo
Lá, não havia outra como ela
Usava fita verde no cabelo
A contrastar a cor dos olhos dela

Chamavam-lhe a Rosinha vendedeira
Tinha a fruta mais fresca do lugar
Sentia orgulho em ser mãe solteira
Só soube uma vez na vida amar

Ria p’ra toda gente, era feliz
Seu pregão ecoava no mercado
Eu soube que para aí já se diz
Que anda sempre só e canta o fado

Havia quem falasse até mal dela
Por ser, cantadeira ser artista
Nunca deu confiança, nem deu trela
Tinha o sangue nas veias, era fadista

Um dia a Rosinha do Covêlo
Deixou de vender lá no mercado
E traz fita negra no cabelo 
E agora chora quando canta o fado