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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Madrigal para Amália

Letra e musica de António Pinto Basto
Repertório de António Pinto Basto

Senhora, os madrigais andam perdidos
Ardendo em labaredas lisonjeiras
Nos decotes, nas rendas, nas pulseiras
E mesmo junto à cauda dos vestidos

Reina a febre do amor, a febre intensa
Mas há mais de um rapaz, segundo eu creio
Que arrisca um madrigal, um galanteio
Sem ter por incentivo a recompensa

E quem a regras tais não é sujeito?
Pois, seja por bondade ou desvario
Todos temos, senhora, igual feitio
Herdamos todos nós este defeito

Por isso, como um pajem de aventura
Venho, junto às ameias dessa glória
Acrescentar um grito de vitória
No castelo da vossa formosura

E clamarei aos céus, em altos brados
Com mística e sonora linguagem
Que fui eu o autor desta homenagem
À musa inspiradora dos meus fados

Pois eu, mesmo tão modesto entre os humanos
Daria com certeza, os meus carinho
Se em vez de cruzar hoje, estes caminhos
Tivesse aqui passado há alguns anos