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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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A viela *variações sobre a letra

Guilherme Pereira da Rosa / Daniel Gouveia / Alfredo Duarte *fado cravo*
Repertório de Daniel Gouveia

Fui de viela em viela // Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz de um candeeiro
Um candeeiro tristonho/ Nas trevas, um sonho / De promessas vãs
Ao lado, a mulher da vida / Da morte vencida / Todas as manhãs
Sombra que assombra e magoa / Chaga de Lisboa / Estátua do pecado
Hirta, naquele luzeiro
Estava ali o fado inteiro // Pois toda ela era fado                 

Arvorei um ar gingão // Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei
Aguardei, sim, mas vendido / Já arrependido / De a ter encontrado
Pois senti a mágoa, o fel / Amargo e cruel / De um ser espezinhado
Olhei para aquele rosto / Pintado sem gosto / Máscara de azedume
E acabrunhado esperei
Quando por ela passei // O convite do costume 

Em vez disso, no entanto // No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Amargurado não diz / A dor com que fiz / Meia volta e andei
Errando, p'la noite fora / Maldizendo a hora / Em que me cruzei
C'o aquela forma disforme / De um vazio enorme / Espectro de indiferença
Aquele vulto especado
Era fado, mas o fado // Não é sempre o que se pensa 

Ainda recordo agora // A visão que, ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Desgarra e rasga as entranhas / Ver cenas tamanhas / De infame crueldade
Drama no palco das ruas / Silenciosas, nuas / Da minha cidade
Cidade onde mora a dor / Do fado menor / Da gente caída
Essa dor que o peito amarra
Só me lembra uma guitarra // A chorar penas da vida