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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Quando a Severa morreu

António Vilar da Costa / Júlio Proença *fado modesto*
Repertório de Fernando Maurício

Noite fagueira, São João na Mouraria
Uma fogueira arde no Largo da Guia
Chegam tipóias com fidalgos e ciganas
Riem pinóias com a graça do Timpanas

Sobem balões, tem mais brilho a luz da lua
E os alegres foliões cantam nas marchas da rua
Geme a guitarra, com emoção tudo espera
Falta chegar a Severa com sua graça bizarra

Mas já no largo, a fogueira se extinguia
Destino amargo, Severa não mais viria
Áquela hora nos braços do seu amado
Cantava agora o seu derradeiro fado

Tangem os sinos na capelinha da Guia
E dois anjos pequeninos desceram à Mouraria
Amanheceu e a voz do fado calou-se
E a própria lua ocultou-se p’ra ver Severa no céu